Em meio a novos protestos, Dilma adia viagem ao Japão

Presidenta afirmou em discurso que manifestação é 'uma mensagem direta aos governantes em todas as instâncias'

Por O Dia

Brasília - A presidente Dilma Rousseff adiou a viagem que realizaria ao Japão na próxima semana para acompanhar no país os protestos que se espalharam por várias cidades desde a semana passada. A governante, que pretendia embarcar na próxima segunda-feira e retornar ao país, adiou sua visita para uma data ainda não determinada, disseram porta-vozes da Presidência.

A presidente tinha programado em Tóquio um encontro com o primeiro-ministro, Shinzo Abe, e seria recebida em audiência pelo imperador Akihito. Igualmente por causa das manifestações, Dilma cancelou uma viagem que realizaria a Salvador para anunciar um plano de apoio aos agricultores em regiões áridas. A presidente participaria em cerimônia com vários governadores do Nordeste, mas alguns cancelaram sua presença perante a necessidade de resolver as questões levantadas pelos protestos.

As manifestações também obrigaram o vice-presidente Michel Temer a cancelar uma visita oficial que tinha iniciado nesta semana a Israel e retornar imediatamente ao país. Na terça-feira, em seu primeiro pronunciamento sobre os protestos, Dilma afirmou que "a voz da rua tem que ser escutada" e elogiou o espírito democrático dos manifestantes. "As manifestações comprovam a grandeza de nossa democracia e o civismo de nossa população" e representam "uma mensagem direta aos governantes em todas as instâncias", declarou.

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