Por cadu.bruno

Quênia - Pelo menos 15 pessoas morreram num ataque a granada neste domingo numa vila remota no norte do Quênia, onde confrontos entre clãs obrigaram centenas de pessoas a deixar as suas casas na semana passada, segundo informações da Cruz Vermelha queniana e de autoridades locais.

Comunidades que se dedicam ao pastoreio no norte do Quênia há muito disputam o controle de terrenos para a atividade. No entanto, esses conflitos se intensificaram e já deixaram mais de 20 mortos nos últimos dois dias no condado de Mandera, perto da fronteira com a Etiópia e a Somália.

Moradores dizem que a classe política na região está usando milícias para conquistar posições nas administrações locais e resolver antigas disputas. O centro dos confrontos está a 800 km da capital Nairóbi.

"Os agressores fugiram em direção a Etiópia, mas estão sendo perseguidos", afirmou Michael Tailel, representante do condado de Mandera.

A Cruz Vermelha do Quênia afirmou pelo Twitter que 15 pessoas morreram no ataque a granada e outras sete estão em condição crítica.

A mídia local diz que David Kimaiyo, inspetor-geral de polícia do Quênia, convocou os líderes de Mandera e do condado próximo de Wajir para testemunhar sobre os ataques, dizendo que a violência foi politicamente instigada.

Apesar de o governo ter aumentado a presença de forças de segurança na região nas últimas semanas, o trabalho ainda é difícil devido ao grande tamanho da área.

Os moradores das áreas remotas dependem das milícias para terem segurança. Na região há muitas armas por conta dos vizinhos instáveis, como a Somália, onde militantes ligados à al-Qaeda lutam para derrubar o governo.

Reuters

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