Por bferreira

Rio - Banhos de sol prolongados e sem proteção na infância aumentam o risco de câncer de pele na vida adulta. O alerta faz parte da campanha ‘Sol Amigo da Infância’, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Lançado esse mês, o projeto recorreu aos gibis da Turma da Mônica para ensinar aos pequenos sobre como se proteger.

Do total de radiação ultravioleta que uma pessoa recebe ao longo da vida, entre 25% e 50% ocorrem até os 18 anos. Isso porque, nessa faixa etária, o tempo vago e as atividades ao ar livre são maiores, explica Paulo Ricardo Criado, presidente da regional de São Paulo da SBD.

Segundo ele, a exposição exagerada ao sol causa alterações no DNA das células da pele e, a longo prazo, pode levar ao câncer na região. Além disso, episódios de queimadura com bolhas na infância duplicam as chances de melanoma no futuro. O especialista lembra que hábitos saudáveis entre as crianças são fundamentais para reduzir os riscos.

“O câncer de pele é semeado na infância e colhido na fase adulta. A exposição começa cedo, mas o diagnóstico só é feito aos 40 anos”, disse.

Na história em quadrinhos ‘A Pele e o Sol’, Mônica e Magali passam mais tempo do que deveriam na piscina e sofrem com as queimaduras. No gibi, há uma série de dicas sobre proteção. De acordo com Paulo, crianças não devem pegar sol entre 10h e 16h. O fator de proteção do filtro deve ser o 30, pelo menos, e o produto deve conter proteção contra os raios UVA e UVB. Ele recomenda ainda o uso de chapéus de aba larga que protejam rosto e pescoço.

Uma dica para saber se o banho de sol é seguro é observar a sombra, que precisa ser maior do que a altura da criança. A recomendação vale não só para praia e piscina, mas para qualquer atividade ao ar livre. “Não é recomendado brincar no sol sem proteção, como camisa. O filtro solar é permitido a partir dos seis meses de idade”, declara.

Além da revista, a SBD elaborou um DVD. O material pode ser solicitado por escolas pelo site: www.sbd-sp.org.br.

Você pode gostar