Por juliana.stefanelli

Cairo (Egito) - O ministro da Defesa e comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fatah Al Sisi, ressaltou nesta segunda-feira que os militares não têm ambições políticas e que a divisão do país provocou a intervenção política. Segundo ele, o governo de Mouhamed Mursi foi deposto, no começo deste mês, porque o “povo pediu”.

No último dia 3, os militares anunciaram a destituição do presidente Mouhamed Mursi do poder, além da prisão dele e de seus principais aliados. As Forças Armadas passaram a comandar o governo e, interinamente, assumiu o poder o presidente da Suprema Corte, Adly Mansur.

O ministro egípcio disse que as Forças Armadas propuseram a Mursi a convocação de um referendo sobre a sua permanência no poder, antes de o deporem em 3 de julho. Porém, o então presidente rejeitou a sugestão. “[A rejeição de Mursi e a falta de consenso] obrigaram as Forças Armadas a intervir no processo político”, disse ele.

O comandante das Forças Armadas acrescentou que os militares foram fiéis a Mursi. “O Exército se manteve fiel ao respeito da legitimidade das eleições, apesar de essa legitimidade ter começado a perturbar suas próprias bases”, disse Al Sisi. “Apenas o povo pode conceder ou retirar essa legitimidade”, completou.

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