Polícia turca detém 30 manifestantes ao realizar revistas em residências

Detidos são acusados de enviar mensagens relacionadas aos protestos na rede social Twitter

Por O Dia

Istambul (Turquia) - Pelo menos 30 pessoas foram detidas nesta terça-feira em Istambul em uma ampla operação policial contra a onda de protestos antigovernamentais, na qual mais 100 residências foram revistadas pelas autoridades. Segundo os jornais "Milliyet" e "Hürriyet", os detidos são acusados de organizar protestos e de ter participado de atos violentos, enquanto a operação segue em andamento e, possivelmente, resultará em mais detenções.

Várias residências de estudantes se encontram entre as residências que estão sendo revistadas pelas equipes antiterroristas da Direção de Segurança de Istambul. Em Esmirna, novas detenções também foram registradas em relação às manifestações que são realizadas quase que diariamente no país desde o final de maio, as quais tiveram origem nos planos do governo de destruir o Parque Gezi de Istambul.

Segundo relatório elaborado pela oposição social-democrata do Partido Republicano do Povo e grupos de direitos humanos, os protestos causaram seis mortes - cinco manifestantes e um policial - e 7.822 feridos.

Este relatório, publicado nesta segunda-feira pelo jornal "Yurt", contem dados da polícia, da câmara de Médicos de Istambul e da Fundação turca de Direitos Humanos, e eleva o número total de detidos a 3.244, 46 deles sob a acusação de ter enviado mensagens relacionados com os protestos na rede social Twitter. Esse documento também denúncia que aos detidos estão sendo presos com violentos delinquentes e que passam por todos os tipos de abuso e negações, inclusive a de se comunicar com as famílias.

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