Por bferreira

Rio - Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), estão desenvolvendo um novo tratamento para a tuberculose que acelera o tempo de cura da enfermidade e reduz de seis para dois meses a terapia. Segundo uma publicação da revista americana ‘TB Alliance Annual Report’, há mais de 40 anos não é desenvolvido um remédio para tratar a doença. Além disso, o medicamento é mais econômico devido à composição química usada.

Coordenador da pesquisa e professor de microbiologia, Fernando Rogério Pavan diz que o novo medicamento pode fazer efeito em pacientes que não apresentam resultados com os remédios atuais. Ele afirma que as composições químicas usadas no estudo são mais fáceis de preparar.

“Isso torna o trabalho da equipe farmacêutica mais prático”, afirma. Os testes laboratoriais confirmaram que o remédio é eficiente contra o vírus Mycobacterium tuberculosis.

O medicamento reduz o tratamento para dois meses, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Consequentemente, diminui a quantidade de comprimidos e combate um outro problema recorrente, que é o abandono da terapia por pacientes, antes da cura.

“Os portadores da doença tomam uma pílula por dia durante seis meses. Mas eles sentem muitos efeitos colaterais, como perda de peso e náuseas. A princípio, sentem que estão ficando curados e param antes do período certo, mas a bactéria ainda está presente no organismo. A nossa proposta é eliminar a doença em menos tempo”, explicou.

De acordo com o professor, não há previsão de quando o novo medicamento estará disponível no mercado. Enquanto isso, os pesquisadores buscam parceria com indústrias farmacêuticas para financiar estudos aprimorados, como o tratamento de animais infectados e testes clínicos.

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