Fundador da Amazon compra o 'The Washington Post' por US$ 250 milhões

Fundador do site pioneiro em vendas na Internet será o único dono da publicação que derrubou o presidente Richard Nixon

Por O Dia

Jeff Bezos%2C fundador da Amazon%2C será o único dono do 'The Washington Post'Reuters

 

Rio - Se o jornal em papel está condenado a sumir do mapa, não vale a pena investir um centavo num negócio desses, certo? Não é o que pensa Jeff Bezos, 49 anos, 19º homem mais rico do mundo com um fortuna de 25,5 bilhões de dólares, segundo a Forbes. A Post Co, empresa que é dona do 'The Washington Post' anunciou nesta segunda-feira a venda do jornal e outras publicações do grupo para Bezos pela bagatela de 2,5 milhões de dólares em dinheiro.

Ao contrário do que possa parecer, ele não é um milionário entusiasta da "velha mídia" que se recusa a ver o futuro dominado pela Internet. Até porque ele ajudado a desenhar esse futuro desde 1994, quando fundou a Amazon.com, a loja online de livros que se tornou o maior varejista da Internet.

A Amazon não terá participação no 'Post', fundado em 1877 e mais conhecido pelas reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein que revelaram o escândalo de Watergate e foram decisivas para a renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. Bezos será o único dono da publicação, uma das mais respeitadas do mundo. A negociação deve ser concluída no prazo de 60 dias.

Jeff Bezos garantiu aos funcionários do 'Post' que, a princípio, nada será mudado. Por outro lado, disse que a empresa terá que experimentar novos caminhos e que isso não se faz sem uma dose de sacrifícios. Segundo analistas, o 'Post' já caminhava para um fim melancólico, assim como incontáveis publicações que deixaram de circular ao longo dos últimos 20 anos, período em que a Internet tem conquistado a preferência cada vez maior do público como fonte de informação e entretenimento.

Como a Amazon é dona do Kindle, o pioneiro dos e-readers (aparelhos para consumo de livros em formato digital) pode-se imaginar um futuro próximo em que o 'Post' seja comercializado no formato digital para o aparelho, sem precisar dividir os lucros com a Apple, que fica com uma parcela de todos os aplicativos vendidos pela AppStore (para iPad e iPhone).

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