Por bferreira

Damasco - O governo sírio do presidente Bashar al-Assad concedeu ontem a permissão para que inspetores da ONU tenham acesso ao local do atentado da última quarta-feira, quando armas químicas teriam sido utilizadas contra a população em subúrbios de Damasco, capital do país. Especialistas começarão hoje a investigar possíveis indícios de gases tóxicos no ataque que ocasionou mais de mil mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

“A missão se prepara para realizar investigações a partir de 26 de agosto”, informou ontem a ONU, em comunicado.
Enquanto isso, a representante da entidade para o desarmamento, Angela Kane, se reunia com Walid al-Muallem, ministro de Relações Exteriores da Síria, e outras autoridades em Damasco.

A oposição no país acusa as forças de Bashar al-Assad de terem utilizado gás venenoso. Denúncia rechaçada pelo governo, que no sábado afirmou serem grupos rebeldes os que fizeram uso das armas proibidas, divulgando supostas imagens de produtos e máscaras de gás em local que seria um depósito dos oposicionistas.

Os EUA classificaram como tardia a decisão do governo sírio de permitir a investigação da ONU, e o presidente Barack Obama conversou ontem com François Hollande, presidente francês, e na noite de sábado com David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, a respeito de uma ação comum no Oriente Médio.

“Os dois presidentes concordaram em permanecer em contato para dar uma resposta comum a esta agressão sem precedentes”, disse o comunicado da presidência francesa, sobre o contato com Obama.
Um porta-voz de Downing Street, residência do premiê britânico, disse que “ambos estão gravemente preocupados com os sinais crescentes de que se tratou de um ataque com armamento químico realizado pelo regime sírio contra sua própria gente”.

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