Brasileiro é identificado entre os mortos de incêndio em prisão na Bolívia

Fogo iniciou após dois botijões de gás explodirem durante briga entre detentos de Palmasola

Por O Dia

La Paz - Um brasileiro e um peruano estão entre os 32 mortos em uma prisão boliviana depois de uma briga entre gangues ter provocado um incêndio no local, informou a Direção Nacional de Regime Penitenciário da Bolívia. Luís Carlos Silva de Almeida, de 25 anos, e o peruano Cristian Daza Gramados, de 17, foram identificados na lista oficial do órgão, que também confirmou a morte de uma criança de dois anos.

Fogo iniciou na sexta-feira depois de dois botijões de gás explodirem durante a briga entre detentos de Palmasola, considerado o centro penitenciário mais conflituoso da Bolívia. A briga começou na área de segurança máxima de Chonchocorito, aparentemente por disputa de poder entre duas facções de presos. Das 32 vítimas fatais, só duas tinham uma sentença determinada - ambos por assassinato - enquanto os outros estavam em prisão preventiva aguardando sentença e até julgamento.

Fachada da prisão após incêndio Reuters


Mais da metade dos mortos tinha entre 17 e 30 anos, de acordo com a lista oficial. Após o incidente, a Direção Nacional de Regime Penitenciário ordenou novas medidas de segurança na área de Chonchocorito, entre elas o isolamento dos detentos de um de seus blocos e a restrição de visitas. As prisões bolivianas apresentam sérios problemas de conflito e aglomeração, explicadas, entre outros fatores, por 83% dos mais de 13.800 detentos estarem em prisão preventiva sem sentença e o atraso crônico na administração de justiça do país.

O governo boliviano deu no fim de 2012 um indulto em massa para tentar aliviar esta situação, medida que admitiu estudar ampliarem para diminuir os problemas registrados nos presídios. Nos últimos meses também se levantou uma polêmica pela presença em massa de crianças nas prisões bolivianas.

São quase 2.100 menores de idade vivendo com os pais, uma situação única no mundo, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. As autoridades começaram em junho a retirar parte das crianças que viviam nas prisões depois de estabelecer um acordo com os pais, embora os bebês ainda continuem vivendo com eles.

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