Japão adia lançamento de telescópio de observação planetária pela 2ª vez

Sistema realizou 'uma parada automática de emergência' devido problema com foguete

Por O Dia

Tóquio (Japão) - O Japão adiou nesta terça-feira, pela segunda vez em uma semana, o lançamento do Epsilon-1, foguete que colocaria em órbita o primeiro telescópio espacial de observação planetária remota, informou a Agência Aeroespacial do Japão (JAXA). O sistema realizou "um parada automática de emergência 19 segundos antes do lançamento" devido a um problema com a inclinação do foguete, um novo tipo de projétil de combustível sólido, explicou uma porta-voz de JAXA.

A agência japonesa investiga agora a causa dessa falha e, até o momento, não possui informações em torno de um possível novo lançamento, acrescentou a fonte. A última tentativa de lançamento do Epsilon-1, realizada no último dia 22 de agosto, foi adiada após a agência japonesa detectar um problema no circuito elétrico do equipamento de comunicação. O foguete estava previsto para ser lançado às 13h45 locais (04.45 GMT) desde o Centro Espacial de Uchinoura, na Prefeitura de Kagoshima.

No entanto, na ocasião, o projétil não saiu do chão após a contagem regressiva, como mostraram as imagens oferecidas ao vivo pela agência aeroespacial. Com o lançamento do Epsilon-1, formado por três partes de 24,4 metros de longitude, 2,6 de diâmetro e 91 toneladas, o Japão espera pôr em órbita o telescópio Sprint-A, o primeiro espacial de observação remota de planetas como Vênus, Marte e Júpiter.

"Esse lançamento representará uma revolução na indústria espacial", detalhou Yasuhiro Morita, o encarregado pelo lançamento, em um comunicado publicado pela JAXA, que neste ano celebra seu décimo aniversário.

O último lançamento espacial japonês em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) ocorreu no início do mês, com o foguete HII-B e com o objetivo de transportar equipamentos à base, entre eles dois satélites que incorporam a tecnologia desenvolvida por uma empresa espanhola. Desde 2003, o Japão desenvolve um intenso programa espacial que, baseado em sua tecnologia, prioriza a exploração planetária e a de asteroides.

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