Por julia.amin

Londres - O Parlamento britânico não decidirá sobre uma possível intervenção militar na Síria até que haja um relatório dos inspetores da ONU sobre o suposto uso de armas químicas nesse país, decidiu nesta quarta-feira o governo do Reino Unido. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, se viu obrigado a mudar de opinião na última hora sobre a votação de amanhã na Câmara dos Comuns perante a rejeição da oposição trabalhista a um ataque contra a Síria sem uma sentença das Nações Unidas.

Em uma sessão de urgência, o Parlamento britânico se reunirá na quinta-feira para debater e votar sobre a resposta do Reino Unido ao suposto ataque químico do último dia 21 nos arredores de Damasco. Finalmente os deputados britânicos votarão sobre o uso da força em resposta a essa "atrocidade".

Ativistas sírios inspecionam os corpos das vítimasReuters


No entanto, uma segunda votação deverá ser realizada na Câmara dos Comuns para que seja autorizada diretamente uma intervenção armada do Reino Unido, uma vez que seja divulgado o relatório dos inspetores da ONU. A moção que os parlamentares britânicos debaterão amanhã assinala que, "antes que haja um envolvimento direto do Reino Unido em uma ação semelhante (uma intervenção na Síria), deverá acontecer outra votação na Câmara dos Comuns".

Nesta tarde o Partido Trabalhista britânico tinha anunciado que se oporia no Parlamento à resolução do governo sobre uma resposta militar à Síria se não fosse respeitado o tempo necessário aos inspetores da ONU na Síria. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu à comunidade internacional que não intervenha na Síria até que os investigadores tenham concluído suas pesquisas de quatro dias e informado ao Conselho de Segurança sobre os dados que obtiverem. Nos últimos dias a oposição por parte dos cidadãos a uma possível intervenção na Síria cresceu no Reino Unido.

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