Por julia.amin

Londres - O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, comprometeu-se nesta quinta-feira a seguir oferecendo apoio "não letal" para a oposição síria após o Parlamento britânico ter descartado uma intervenção militar no país árabe.

O chefe da diplomacia do Reino Unido se reuniu em Londres com o presidente da Coalizão Nacional das Forças da Revolução e da Oposição Síria (CNFROS), Ahmad Yarba, e expressou seu apoio ao grupo, que considerou os "únicos representantes legítimos do povo sírio". O encontro, que Hague qualificou de "positivo", teve como foco ajudar a "salvar vidas" e "promover o processo político de Genebra", segundo explicou o chanceler pelo Twitter.

Apesar do seu compromisso com a via diplomática, Hague pareceu duvidar da viabilidade de um processo político no contexto atual. "Não pode existir solução política na Síria se for permitido que o regime de Assad (presidente sírio, Bashar al Assad) esmague a oposição moderada", disse o chefe do Foreign Office. Por uma pequena diferença (285 contra 272), a câmara dos Comuns rejeitou em 29 de agosto uma intervenção na Síria.

Ao se descartar a via militar, para decepção do governo de David Cameron, a reunião de hoje com Yarba teve como objetivo concretizar outro tipo de apoio. Segundo o comunicado oficial emitido pelo Ministério das Relações Exteriores, o Reino Unido "continuará liderando esforços internacionais para proporcionar ajuda humanitária aos dois milhões de refugiados que abandonaram Síria e os quatro milhões que foram obrigados a deixar seus lares".

"Estamos trabalhando estreitamente com a oposição moderada para aliviar este terrível sofrimento e facilitar apoio prático e político", declarou William Hague na nota. Durante a reunião de hoje, o ministro reiterou sua condenação ao suposto ataque perpetrado em 21 de agosto com armas químicas pelas forças de Assad e confirmou que entregou às milícias rebeldes 5.000 máscaras protetoras, entre outros equipamentos. "A prioridade do governo do Reino Unido continua sendo encontrar uma solução política à crise na Síria", garantiu o ministro.

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