Por juliana.stefanelli

Cairo (Egito) - O ministro de Solidariedade Social egípcio, Ahmed al Barei, decidiu dissolver o grupo islamita Irmandade Muçulmana, que estava registrado como uma ONG, publicou nesta sexta-feira o jornal oficial "Al Akhbar". O ministro adotou a medida depois de expirado o prazo outorgado aos responsáveis islamitas para escutar seus testemunhos sobre o suposto uso de sua sede para armazenar armas e explosivos, e para atirar do local contra manifestantes, segundo o periódico.

Membro da Irmandade muçulmana em protesto pela condenação a longas penas de prisão à partidários de MursiReuters

Precisamente, o guia espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badia, e seus principais colaboradores enfrentam acusações por incitar a violência depois que no dia 30 de junho nove pessoas morreram e outras 90 ficaram feridas em frente à sede da confraria no bairro de Al Muqatam. O porta-voz do Ministério, Hani Mahna, confirmou a decisão do ministro, mas destacou que esta será anunciada nos próximos dois dias em entrevista coletiva para explicar as circunstâncias do caso.

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