Por juliana.stefanelli

Washington (EUA) - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, advertiu nesta segunda-feira que se os Estados Unidos e seus aliados atacarem seu país, "podem esperar de tudo, e não necessariamente do Governo" sírio, segundo uma entrevista divulgada pela rede "CBS". Assad recebeu em Damasco o jornalista da "CBS" Charlie Rose para sua primeira entrevista à televisão estrangeira desde que o presidente Barack Obama pediu a aprovação do Congresso para uma ação militar limitada na Síria.

Na parte da entrevista que foi divulgada pelo programa This Morning da "CBS", Assad advertiu que os que atacarem a "Síria, podem esparar todo tipo de ação". "Há diferentes grupos, diferentes frações, ideologias diferentes", assinalou Assad, que acrescentou que seu Governo "não é o único que atua nesta região. Há de tudo agora aqui". Segundo os Estados Unidos, o regime de Assad conta com o respaldo do Irã e do grupo islâmico radical Hezbollah, enquanto a Rússia foi um aliado da Síria durante décadas.

Entre os rebeldes que combatem para Assad, também segundo os Estados Unidos, há grupos filiados ou aliados da rede terrorista Al Qaeda. O Governo dos Estados Unidos acusa o Governo de Damasco de ser o responsável de um ataque com armas químicas contra civis cometido e, 21 de agosto e buscou apoio internacional para uma ação militar limitada.

Na entrevista, Assad foi consultado sobre se uma eventual represália contra os Estados Unidos ou seus aliados incluiria ataques com armas químicas. "Tudo dependeria de se os rebeldes ou os terroristas na região ou algum outro grupo as tem", respondeu Assad. "Poderia ocorrer, não sei. Não sou um adivinho".

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