Por thiago.antunes

Rio - De acordo com um levantamento da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, no ano passado, o número de casos de internação por mioma passou de 5 mil. No primeiro trimestre de 2013, mais de mil mulheres foram internadas pela mesma razão. “Os miomas podem ocasionar hemorragias e ocasionar dificuldade para engravidar. Os índices em mulheres de 15 a 49 anos é altíssimo e cerca de 25% das mulheres em idade fértil têm miomas ou cistos”, afirma Karen Panisset, coordenadora do serviço de videoendoscopia ginecológica da Perinatal Barra.

Neste contexto, a vídeo-histeroscopia e a videolaparoscopia são essenciais para a saúde da mulher e se destacam por serem cirurgias minimamente invasivas (MIGS - Minimally Invasive Gynecologic Surgery), que diminuem os riscos e receios das pacientes. A técnica tem menor perda sanguínea, além de apresentar melhor resultado estético e menos dor no pós-operatório. De acordo com com a médica, “existe muito desconhecimento sobre a vídeoginecologia. Algumas pacientes não sabem diferenciar as técnicas ou quando se aplicam”.

A vídeo-histeroscopia atua dentro do útero, na chamada cavidade uterina, e é feita pela via vaginal. “É como uma endoscopia do útero que pode diagnosticar ou corrigir uma má formação. Como exame, tem uma função determinante no diagnóstico de pólipo endometrial, miomas uterinos, malformações uterinas que podem provocar abortos, esterilidade e até câncer de endométrio, mas neste caso deve ser seguido de uma biópsia”, diz a médica.

Já a videolaparoscopia é uma cirurgia para atuar fora do útero que pode ter uma incisão única, geralmente pelo umbigo. Pode ser feita em casos como endometriose, cisto ovariano, retirada do útero e gravidez de trompa. Segundo a OMS, entre 3% a 5% das mulheres têm gravidez tubária. Segundo Panisset, a gravidez tubária geralmente ocorre por sequela de infecção uterina, endometriose ou fatores hormonais sem causa conhecida.

Muitas mulheres são acometidas por algum desses problemas. Somente na Perinatal recebe, em média, três gravidezes tubárias e realiza uma média de 17 histeroscopias e oito laparoscopias no período de um mês. Mesmo assim, não existe motivo para medo, “quando mais cedo diagnosticar cada problema e agir corretamente o risco é minimizado. Temos casos incríveis de superação, como uma paciente que teve a trompa esquerda comprometida, o ovário direito comprometido e, ainda assim, realizou o sonho de ser mãe”, conta Haydée Castro Neves, que também é uma das responsáveis pelo setor na maternidade.

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