Distúrbios no aniversário do golpe de 1973 terminam com 68 detidos no Chile

Chilenos foram às ruas contra o 40º aniversário do golpe de Augusto Pinochet contra o presidente Salvador Allende

Por O Dia

Santiago do Chile - Após os distúrbios registrados em diversos pontos de Santiago, na madrugada desta quarta-feira, devido ao aniversário do golpe de Estado de 1973, um ônibus e três veículos foram destruídos e pelo menos 68 pessoas foram detidas. A polícia local qualificou os incidentes como fatos "isolados".

Segundo a Promotoria, entre os 68 detidos, 17 estão à disposição dos tribunais sob a acusação de desordem, incluindo uma mulher de 21 anos que foi surpreendida com uma bomba no bairro de Recoleta. Diversas barricadas também foram registradas na capital, onde as autoridades desdobraram mais de 8 mil agentes policiais por causa do 40ª aniversário do golpe de Augusto Pinochet contra o presidente constitucional Salvador Allende, ocorrido no dia 11 de setembro de 1973.

Pessoas protestam contra o golpe de estado de 73 e seguram cartazes de vítimas da ditadura de PinochetReuters


Até o momento, no entanto, as autoridades qualificaram a jornada como tranquila. "O balanço foi muito positivo em relação ao que se esperava", afirmou o ministro do Interior, Andrés Chadwick, que acrescentou que todas as cidades do país "estão desenvolvendo suas atividades de forma completamente normal". "Houve menos incidentes do que os que esperávamos", afirmou Rodolfo Pacheco, um general dos Carabineiros, que qualificou os distúrbios registrados como fatos "isolados".

Uma bomba incendiária foi deixada em um ônibus do transporte público que circulava pelo município da Providência, embora o motorista tenha conseguido conter o fogo antes que ele se propagasse por todo veículo. Três carros foram incendiados.

Durante a madrugada, sete colégios de Santiago foram ocupados por grupos de alunos, embora seus dirigentes tenham assinalado que os mesmos serão abandonados de forma pacífica até o final do dia. "A única forma de comemorar essa data é com organização e luta, já que nos encontramos em um contexto onde a repressão contra os estudantes é grandíssima", declarou aos jornalistas Isabel Salgado, porta-voz da Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino médio (Aces).

Últimas de _legado_Mundo e Ciência