Cúpula das Farc é condenada a 40 anos por explosão que deixou mortos em 2004

Explosivo foi manipulado acidentalmente por uma criança, o que causou a tragédia

Por O Dia

Bogotá - Um tribunal da cidade de Villavicencio, na Colômbia, condenou à cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a 40 anos de prisão, entre eles o atual líder máximo, conhecido como "Timochenko", por uma explosão que deixou quatro mortos e 30 feridos em 2004, informou nesta sexta-feira a promotoria do país.

A condenação foi para Pedro Antonio Marín, o antigo líder da guerrilha conhecido como "Tirofijo", que morreu de causas naturais em 2008, para o atual chefe máximo das Farc - Rodrigo Londoño Echeverry, vulgo "Timochenko" - e para Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez", um dos negociadores dos rebeldes nas conversas de paz entre o governo colombiano e a guerrilha em Havana. Eles, assim como outros 13 membros das Farc, foram considerados responsáveis pelos crimes de homicídio, terrorismo e rebelião.

De acordo com o tribunal, eles foram culpados pela morte de quatro camponeses e por terem causado ferimentos em outros 30, após uma explosão no píer da localidade de Puerto Rico, no departamento de Meta. O explosivo era transportado em uma canoa e seria utilizado contra a polícia da região, mas ao ser manipulado acidentalmente por uma criança, acabou sendo detonado, causando a tragédia.

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