Forças de segurança do Egito fecham jornal da Irmandade Muçulmana

Manifestações de apoio ao ex-presidente Mursi, deposto em julho, também foram proibidas

Por O Dia

Brasília – As forças de segurança egípcias fecharam nesta quarta-feira as instalações do jornal da Irmandade Muçulmana, organização que apoiava o ex-presidente Mohamed Mursi. A operação das autoridades ocorreu depois que um tribunal do Cairo ordenou a interdição de todas as atividades da Irmandade Muçulmana e de todos os grupos que estão ligados à organização. Também foram proibidas as manifestações de apoio ao ex-presidente Mursi, deposto em julho por militares. A organização tem até o dia 2 de outubro para recorrer sobre a interdição de suas atividades.

Em comunicado, os jornalistas do Al Hourreya wal Adala, o órgão oficial da Irmandade Muçulmana, confirmam que as instalações foram fechadas e toda a documentação confiscada. “Nós, jornalistas do Al Hourreya wal Adala, condenamos o encerramento do jornal pelas forças do golpe de Estado”, informaram os repórteres referindo-se às novas autoridades no poder no Egito, após a destituição de Mursi.

Os autores do documento disseram que depois do “golpe de Estado”, trabalharam sob pressão e intimidações das forças de segurança contra o jornal, que mudou o local da sede de publicação, anteriormente no centro da capital. O site da Irmandade Muçulmana diz ainda que a operação da polícia foi efetuada sem qualquer aviso ou decisão judicial.

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