Síria vai respeitar acordo sobre armas químicas, diz Assad

Presidente afirma que vai cumprir resolução da ONU

Por O Dia

Síria - Uma equipe de inspetores da Organização para a Interdição das Armas Químicas inicia amanhã o plano para a destruição do arsenal químico sírio acordado pelos Estados Unidos e Rússia, e validado pela resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). Ontem, em entrevista a TV italiana RAI 24, o presidente da Síria, Bashar Al Assad, afirmou que o país vai cumprir a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que determinou a destruição das armas químicas.

Presidente sírio concedeu ontem entrevista a um canal de TV italianoReuters

“Claro que vamos respeitá-la e a nossa história prova que sempre respeitamos a assinatura em todos os tratados que assinamos”, respondeu Assad ao jornalista da emissora. Citado pela agência síria Sana, Bashar Al Assad considerou também que a recente aproximação entre norte-americanos e o Irã pode ter impacto positivo na Síria e no Oriente Médio.

“Se os americanos forem honestos na sua aproximação ao Irã, os resultados serão positivos no que diz respeito à crise síria e a todas as crises na região”, disse. O presidente sírio avaliou, no entanto, que a Europa não tem capacidade para ter papel no processo da conferência de paz chamada Genebra 2.

Ataque aéreo mata 16 estudantes

Pelo menos 16 pessoas, a maioria estudantes, foram mortas em um ataque aéreo que atingiu uma escola secundária ontem na cidade síria de Raqqa, controlada por rebeldes, disseram ativistas. Os conflitos continuaram pelo país, incluindo os arredores da capital, deixando clara a natureza implacável da guerra civil face aos esforços internacionais para eliminar as armas químicas e reativar as conversas de paz.

Raqqa, no nordeste do país, está desde março sob controle dos insurgentes que lutam para depor o presidente Bashar al-Assad, mas a cidade tem sido regularmente bombardeada pelas forças do governo.

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