Por joyce.caetano

Buenos Aires - A presidenta Cristina Kirchner será operada na terça-feira por um hematoma cerebral, disseram nesta segunda-feira os médicos que cuidam dela, numa mudança de tratamento após terem indicado inicialmente apenas repouso.

CristinaReuters

Cristina foi internada nesta segunda para ser submetida a exames cardiovasculares pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço esquerdo, acrescentaram os médicos.

"No dia de hoje, a presidenta da nação, dra. Cristina Fernández de Kirchner, foi internada novamente no Hospital Universitário da Fundação Favaloro, para sua preparação e exames cardiovasculares pré-cirúrgicos", informaram os médicos Facundo Manes e Gerardo Bozovich em nota.

O comunicado, distribuído pelo porta-voz do governo, acrescentou que "a proposta inicial de repouso e observação indicada no dia 5 de outubro passado, sábado, com fundamento no hematoma subdural crônico diagnosticado, precisou ser modificado devido à sra. presidenta... ter apresentado no dia de ontem... uma sensação de formigamento em seu braço esquerdo".

Os médicos acrescentaram que constataram "uma transitória e leve perda da força muscular do mesmo membro superior".

A operação consiste em retirar o hematoma, que pode ter surgido em consequência de um tombo sofrido em agosto em que Cristina bateu a cabeça, apesar de ela ter sido liberado pelos médicos à época, disse um porta-voz do governo.

Estimas de melhoras

Os presidentes Dilma Rousseff, Nicolás Maduro (Venezuela) e Juan Manuel Santos (Colômbia) desejaram a rápida recuperação de Cristina Kirchner.

Dilma, Maduro e Santos usaram a rede social Twitter para manifestar solidariedade. “Força, Cristina. Da Venezuela, te acompanhamos com uma oração amorosa para a presidenta do Sul, que ama a seu povo. Pronta recuperação”, disse o presidente venezuelano.

“Enviamos à presidenta Cristina Kichner uma saudação afetuosa, com os desejos de pronta recuperação”, disse Juan Manuel Santos. A presidenta Dilma Rousseff lembrou que Cristina Kirchner é amiga do Brasil e sua amiga.

Políticos argentinos, tanto governistas quanto de oposição, prestaram solidariedade a Cristina. A presidenta argentina ficará afastada em plena campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro.

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