Por julia.amin

San Diego - A instrutora de ciências marinhas Jasmine Santana descobriu um estranho peixe-remo gigante de 5,49 metros de comprimento enquanto mergulhava no domingo. Segundo ela, seu achado se transformou em uma sensação nas redes sociais pelo fato do inusitado tamanho do animal.

Sobre a descoberta da espécie, também conhecida como regalegco ou peixe-remo, cujos membros raramente são avistados, Jasmine disse que teve que pedir ajuda por temor de que não conseguisse tirar o peixe do mar. A bióloga foi ajudada por outros 15 membros do Instituto Marinho de Catalina Island, na Califórnia.

Peixe tem 5%2C49 metros Efe


Os peixes-remo podem alcançar até 17,06 metros de comprimento, vivem normalmente em climas tropicais e acredita-se que podem submergir até 914 metros no oceano, o que faz ser uma espécie difícil de estudar, de acordo com o instituto. Santana disse à Agência Efe que apesar da forma alongada destes peixes, foi dada uma reputação de periculosidade que pode ser a origem de mitos sobre gigantes serpentes marinhas. A verdade, no entanto, é que são inofensivos pois não contam com mandíbulas grandes e fotes como outros predadores marinhos.

"Primeiro, tratei de tirar o peixe puxando a partir da cabeça, mas era muito pesado. Depois, o puxei pela cauda rumo à superfície", onde recebeu ajuda de seus colegas, disse Santana, de 26 anos de idade e instrutora no instituto desde janeiro. "Fiquei em dúvida sobre a espécie por conta do grande tamanho, já que normalmente não vemos nada como isto. O reconheci por um vídeo pouco comum que tinha visto sobre exemplares de menor tamanho", indicou a instrutora.

O instituto mandou mostras de tecido e o vídeo feito para o especialista Milton Love da Universidade da Califórnia Santa Barbara para sua análise e possível identificação das causas da morte. De acordo com o instituto, também está sendo analisado o método mais apropriado para preservar o esqueleto desta espécime.

"Me surpreendeu ver um olho do tamanho da metade de um dólar me vendo desde o fundo da praia enquanto mergulhava entre 15 ou 20 pés (4,57 ou 6,09 metros) de profundidade", disse Jasmine. Santana, que fundou a Associação de Estudantes de Porto Rico na Universidade de Michigan, procura se transformar em uma bióloga marinha especializada em conduta de cefalópodes, neurofisiologia e biotecnologia marinha, além de se interessar pelo roteiro, a teoria e cinematografia.

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