Por bferreira

Rio - O consumo irregular de paracetamol, princípio ativo do Tylenol, mata cerca de 150 pessoas por ano nos EUA, segundo a ONG Pro Publica. O estudo, que analisou casos de intoxicação entre 2001 e 2010, alerta para os riscos do consumo indiscriminado do medicamento, que pode causar prejuízos irreversíveis ao fígado. O grande vilão é o hábito da automedicação.

O paracetamol é recomendado para aliviar dores de baixa e média intensidades e diminuir febres. Ele age no fígado, podendo levar à falência hepática em caso de doses acima dos 4g por dia recomendados, ou em pacientes debilitados, como portadores de hepatite ou cirrose. “Quando o fígado para, ocorre a morte por edema cerebral”, explica o hepatologista Alexandre Cerqueira, do Hospital São Vicente de Paulo. Os sintomas da intoxicação, que pode levar até sete dias para desenvolver-se, são sonolência, perda de consciência, tremor da mão e icterícia (pele amarelada). A recomendação é procurar ajuda médica com urgência.

Para o clínico Marco Aurélio Chame, no Brasil a situação é menos grave, o que não significa que cuidados são desnecessários. “Usam paracetamol para tudo nos EUA, então há mais mortes”, diz o médico do Hospital São Francisco na Providência de Deus, ressaltando que a dipirona, principal alternativa, é proibida naquele país. No Brasil, o risco também vem da automedicação.

A fabricante do Tylenol afirma que o remédio é seguro, mas traz risco se ingerido acima da dose indicada.

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