Paqusitão - O pesquisador da Anistia Internacional, Mustafa Qadri, escreveu um relatório que revela que pessoas que claramente não são ameaça iminente aos Estados Unidos e nem lutam contra o país estão sendo mortas no Paquistão.
Aviões teleguiados dos EUA mataram uma avó paquistanesa e 18 trabalhadores civis no ano passado, disse a Anistia Internacional nesta terça-feira, fazendo novas revelações a respeito de um assunto que provoca fortes tensões entre os governos de Washington e Islamabad, no Paquistão.
"Os EUA têm de se explicar claramente com justificativas para esses assassinatos", disse Quadri.
"Ficamos realmente chocados, especialmente com o caso da avó. De início achamos que não poderia ser verdade - deveria haver algo além disso", afirmou o pesquisador da Anistia que escreveu o relatório.
O Paquistão se opõe publicamente ao uso de drones (aviões não tripulados) em seu território, alegando que matam não só militantes como também muitos civis. Mas a dimensão precisa dessas mortes não está clara, porque jornalistas e pesquisadores independentes têm acesso apenas limitado às regiões afetadas.
A Anistia diz ter realizado uma investigação minuciosa de dois ataques na região tribal paquistanesa do Waziristão do Norte. Um dos casos citados é o de Mamana Bibi, de 68 anos, esposa de um diretor de escola aposentado. Ela morreu enquanto colhia legumes na sua horta, e cinco netos dela ficaram feridos.
No segundo incidente, 18 homens e adolescentes --o mais jovem de 14 anos-- foram mortos quando conversavam numa sombra, ao final de um dia de trabalho, na localidade de Zowi Sidgi, em julho de 2012.