Por cadu.bruno

Colômbia - As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) libertaram neste domingo o ex-fuzileiro naval americano Kevin Scott após quatro meses de sequestro, informou a emissora "Caracol Radio" citando fontes governamentais.

O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), que recebeu o americano, confirmou oficialmente a libertação em nota oficial.

"O cidadão americano Kevin Scott Sutay, que estava em poder das Farc desde o dia 20 de junho, foi entregue a uma comissão humanitária formada por representantes dos governos de Colômbia, Cuba e Noruega e delegados do CICV", diz o texto.

Segundo o comunicado, a libertação aconteceu em uma zona rural de Tomachipán, município situado na região selvática de Guaviare, no sudeste da Colômbia. Uma médica da Cruz Vermelha examinou o jovem, de 27 anos, e confirmou que estava em bom estado para viajar de helicóptero de Tomachipán a Bogotá, onde se presume que se será recebido pela delegaçãa americana no país.

Sutay caiu em poder das Farc no dia 20 de junho no município de El Retorno, no departamento (estado) de Guaviare, quando iniciava uma expedição com a qual pretendia chegar ao Brasil, mas foi interceptado pela guerrilha, que o considerou um "mercenário".

Em uma prova de vida divulgada no dia 7 de outubro, a guerrilha publicou uma suposta conversa com o ex-militar, a quem qualificaram como um "folclórico gringo, mascador de chicles e fumante de maconha, que com uma mochila nas costas, usando calça jeans e com poucos dólares no bolso, se lançou a conhecer e percorrer o mundo". Além disso, o chamaram de "bom, ingênuo, nobre e desorientado".

As Farc ofereceram em 19 de julho sua libertação como um "gesto" de boa vontade como parte do processo de paz com o governo, e pediram a formação de uma comissão humanitária com o CICV, a ex-senadora Piedad Córdoba e um delegado da comunidade religiosa de San Egídio.

O gooverno colombiano questionou depois a participação de Córdoba e só autorizou a presença do CICV para evitar "um show midiático na libertação". A ex-senadora desistiu de fazer parte da comissão e a guerrilha pediu então a mediação do reverendo americano Jesse Jackson.

Por fim, a entrega de Sutay foi mais discreta do que se esperava, e os detalhes da operação ainda não foram divulgados.

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