Por helio.almeida

Alemanha - Não é menino e nem menina. Na Alemanha, o sexo de um bebê pode ser registrado como "não determinado" a partir desta sexta-feira. O país é o primeiro do continente europeu a admitir que recém-nascidos com órgãos genitais sem definição sejam registados como gênero indeterminado. A medida divide opniões.

Grupos de apoio a transexuais e hermafroditas festejaram a medida. Mesmo com a determinação de poder não escolher o sexo do filho, muitos alemães que são contra a possibilidade que não definirgênero, conforme o jornal "Süddeutsche Zeitung".

A discussão ocorre porque o bebê pode passar pela chamada cirurgia corretiva, para definir um sexo ou outro. Mas com os anos a criança poderá desenvolver uma aparência masculina ou feminina, o que poderá causar traumas se o tipo físico foi diferente do sexo da pessoa. Quando adulto, a pessoa poderá optar pelo sexo ou se manter "indefinido".

"As pessoas que não se enquadram nas categorias jurídicas tradicionais ... Teremos seres humanos sem sexo registrado. Eles não podem ser forçados a qualquer um dos sexos tradicionais nesses outros contextos", disse o professor de direito Konstanze Plett, afirmou Universidade de Bremen, ao Huffington Post.

Para Silvan Agius, diretor de políticas de igualdade para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersex na Europa, este é um movimento interessante, mas não vai longe. ""Cirurgias desnecessárias provavelmente continuará na Alemanha, com consequências devastadoras ... vivemos em um mundo onde ter um bebê classificados como" outros "ainda é considerado indesejável", disse à "Reuters".

Austrália, Nova Zelândia e do Nepal também admitem que os pais de crianças com com traços genéticos hormonais e físicos que não são exclusivamente masculinos ou femininos, possam optar pelo gênero indeterminado.

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