Por adriano.araujo

Maníla - O supertufão Haiyan, que atingiu as Filipinas na sexta-feira, matou mais de 1.200 pessoas, segundo a Cruz Vermelha no país. O governo, no entanto, contabilizou mais de 120 vítimas e reconheceu a dificuldade de determinar o número preciso de mortes devido aos problemas de comunicação provocados pela tempestade.

“Estimamos que 1 mil pessoas foram mortas em Tacloban e 200 na província de Samar”, disse Gwendolyn Pang, secretária-geral da Cruz Vermelha filipina, em entrevista à rede CNN.

Mãe tenta buscar abrigo para os filhosReuters

Tacloban, que fica na ilha Leyte, foi a cidade mais atingida pela tempestade, com rajadas de até 315 km/h. Após sobrevoo de autoridades sobre a região, pelo menos 100 corpos foram vistos nas ruas. A maioria das casas foi destruída com a enchente e os ventos fortes. Redes de telefonia e linhas de energia foram cortadas e as estradas, bloqueadas. A comunicação com a capital Manila é intermitente.

As equipes de socorro estão com dificuldade para chegar a Tacloban, já que o aeroporto local foi comprometido, embora voos militares ainda operem.

O Haiyan, o mais forte em duas décadas nas Filipinas, atingiu as ilhas centrais do país na sexta-feira. Segundo último balanço das autoridades, mais de 800 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas. O governo informou ainda que cerca de 125 mil pessoas de 22 províncias foram alojadas em 109 centros de emergência.

Vietnã, Laos e China estão no caminho da tempestade

Após arrasar o centro e o sul das Filipinas, o supertufão Haiyan se encontra no Mar do Sul da China e segue rumo ao Vietnã, podendo atingir também o Laos e o sul da China, que já se preparam para enfrentar a tormenta.
Com ventos de 235 km/h e rajadas de até 315 km/h, Haiyan é um tufão de categoria 5, a mais alta, transformando-se no mais potente deste ano no mundo. Ele foi o 24º a atingir as Filipinas só em 2013.

Antes da chegada desta última tempestada ao país, meteorologistas já tinham advertido que ele poderia ser mais devastador do que o tufão Bopha, que deixou mil mortos em 2012.

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