Colômbia descobre plano das Farc para matar ex-presidente Uribe

Grupo chegou a ter cerca de 17 mil combatentes na década de 1990, mas hoje mantém menos de oito mil

Por O Dia

Bogotá - Autoridades colombianas de segurança descobriram um plano da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para assassinar o ex-presidente Álvaro Uribe, principal crítico do processo de paz mantido pelo governo com o grupo rebelde, disse o ministro da Defesa nesta terça-feira.

Uribe, que iniciou em 2002 uma ofensiva militar que reduziu consideravelmente o poder das Farc, tem intensificado seus questionamentos ao processo de paz que ocorre em Cuba, como parte da campanha para a eleição de 2014. Ele foi o principal apoiador da candidatura do atual presidente, Juan Manuel Santos, com quem depois rompeu.

"Por instruções do presidente Juan Manuel Santos, nesta manhã, junto com o diretor da Polícia, general Rodolfo Palomino, me reuni com o ex-presidente Álvaro Uribe para lhe informar sobre um plano que foi detectado para atentar contra a sua vida por parte da Coluna Móvel Teófilo Forero das Farc", disse o ministro Juan Carlos Pinzón. Ele não revelou detalhes do plano contra Uribe, que é pré-candidato a senador e apoia a candidatura presidencial de Oscar Iván Zuluaga.

A coluna Teófilo Forero é uma das mais ativas e violentas estruturas militares das Farc, em operação nos departamentos de Huila e Caquetá, no sudoeste do país. Ela já foi responsável por dezenas de sequestros, assassinatos e ataques contra a infraestrutura econômica.

"O presidente Santos ordenou que além do esquema de segurança atual do ex-presidente Uribe e de sua família, que envolve cerca de 300 funcionários, se faça o que for necessário para garantir a segurança e a integridade do ex-mandatário e para protegê-lo, bem como para chegar aos responsáveis por essas ameaças", disse Pinzón, lendo um comunicado.

Embora debilitada na última década, as Farc ainda têm capacidade para realizar operações de grande impacto. O grupo, qualificado como terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia, chegou a ter cerca de 17 mil combatentes na década de 1990, mas hoje mantém menos de oito mil.

Uribe agradeceu a proteção que recebe das Forças Armadas, descrevendo-a como suficientes. "A minha segurança tem estado boa, não tenho senão gratidão pelas Forças Armadas", afirmou ele a jornalistas. Representantes das Farc em Havana, onde há cerca de um ano transcorrem as negociações de paz, não se manifestaram sobre a notícia.

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