Dengue: residências são os maiores focos do Aedes

Piscinas, ralos e vasos são locais campeões em criadouros do mosquito. Vereadora e técnicos da Prefeitura do Rio vão traçar ações para combater infestação em 81 bairros

Por O Dia

Rio - Piscinas não tratadas, ralos, calhas e lajes são os principais inimigos do combate à dengue na cidade do Rio. Quase um terço (28,44%) dos focos do mosquito Aedes aegypti, encontrados por agentes de saúde da prefeitura nas residências, estavam em locais como esses. Conforme O DIA noticiou ontem, 81 bairros estão em estado de alerta pelo índice de criadouros acima do considerado seguro pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Preocupada com o dado, a vereadora Rosa Fernandes fará reunião, segunda-feira, com representantes da Secretaria Muncipal de Saúde do Rio.

Piscinas, ralos e vasos são locais campeões em criadouros do mosquitoPaulo Araújo / Agência O Dia

Em segundo lugar no ranking de focos do mosquito (23,22%) estão caixas d’água, tonéis, tinas, além de recipientes de barro, como filtros e moringas. Os locais que concentram menos criadouros (1,62%) são folhas e buracos em árvores. Os números fazem parte do Levantamento do Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), da Secretaria Municipal de Saúde, com dados de outubro.

Segundo Marcus Vinícius Nunes Ferreira, coordenador de Vigilância Ambiental em Saúde, o ralo é o local mais recorrente de focos por ser uma área ‘esquecida’ pelas pessoas, principalmente em banheiros pouco utilizados. Recipientes em geral, como os pratinhos de vasos de planta, precisam ser lavados toda semana. “Se todo sábado a pessoa se comprometer em lavar, os ovos serão sempre eliminados antes que virem larvas”, disse.

O índice de infestação do município é de 1,1%, ou seja, a cada mil casas visitadas, 11 tinham larvas. Dos 81 bairros das zonas Norte e Oeste cuja taxa passa de 1%, que é o máximo aceito pela OMS como seguro, 29 estão com índice de 1,8%. “Fiquei bem assustada quando vi esses números, e agendei uma reunião com técnicos da secretaria”, disse a vereadora Rosa Fernandes.

O encontro será com Daniel Soranz, subsecretário de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo, diz a vereadora, é traçar ação para combater a doença nos bairros mais críticos e identificar a razão para maior concentração de criadouros. “Não podemos combater a dengue em apenas um dia, as ação devem ser constantes. Como estamos em novembro, temos que pensar em ação e não apenas em medidas de prevenção”, opina.

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