Por joyce.caetano

Estados Unidos - Uma versão menor e mais pálida do cometa Ison pode ter sobrevivido à incineração a aproximação solar e talvez ainda esteja brilhando, disseram cientistas nesta sexta-feira.

Desde sua descoberta, em setembro de 2012, o cometa Ison ofereceu várias surpresas. Ele surgiu extremamente brilhante, levando-se em conta sua grande distância até o sol, na época, quando estava além da órbita de Júpiter.

Cometa ISON mostra a sua caudaDivulgação

Ao se aproximar, não ganhou o brilho esperado, gerando dúvidas sobre seu tamanho e volume de água contido. O gelo no corpo do cometa se vaporiza com o aquecimento solar, deixando para trás um reluzente fluxo de partículas, a cauda.

Imagens conflitantes do futuro do cometa continuaram até quinta-feira, quando o Ison aparentemente voou perto demais do sol. Sua longa cauda e seu núcleo pareciam ter se vaporizado na fornalha solar, diminuindo as as esperanças de que o cometa pudesse se tornar visível a olho nu em dezembro. Mas, na noite de quinta-feira, o Ison voltou a surpreender.

"Um risco brilhante de material se afastando do sol apareceu no Observatório Solar e Heliosférico da Agência Espacial Europeia e da Nasa ainda naquela noite", escreveu a Nasa em seu site na sexta-feira.

"A questão continua sendo se isso são apenas destroços do cometa, ou se alguma porção do núcleo do cometa sobreviveu", disse a agência espacial europeia. Análises preliminares sugerem que pelo menos um pequeno núcleo está intacto.

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