Por thiago.antunes

São Paulo - Uma alternativa ao remédios como o Viagra ganha forma nos laboratórios do Instituto de Urologia da Universidade Santa Virgínia, em São Paulo. Pesquisadores confirmaram avanços no estudo que usa o veneno da aranha armadeira, encontrada no Brasil, para produzir ereção em ratos. A previsão é que um novo medicamente, em forma de pomada, seja comercializado em até cinco anos.

A toxina age no organismo da mesma maneira que o citrato de sildenafila, composto do Viagra, mas apresenta resultados mais rápidos e com menos efeitos colaterais. “Ela relaxa a musculatura do corpo cavernoso do pênis e facilita a entrada do sangue, provocando a ereção”, explicou o urologista Enrico Andrade, um dos pesquisadores envolvidos no projeto.

Armadeira é uma espécie encontrada no Brasil. Pesquisa é feita em SP Reprodução

Os estudos começaram em 2008, quando foi constatado que a picada da aranha provocava ereção em animais de pequeno porte, além de outros sintomas comuns, como dor e alteração da pressão sanguínea. Os que os pesquisadores fizeram foi isolar especificamente a porção da toxina capaz de tratar a disfunção erétil, eliminando a maioria dos outros distúrbios.

De acordo com Enrico, o próximo passo é desenvolver uma nova substância com as características do veneno. “Estamos na fase de produção da estrutura tridimensional, que é a pré-formatação da droga sintética”, disse, apostando em pelo menos mais três anos de testes e outros dois até receber aval para ser comercializado.

Diferentemente do Viagra, consumido por via oral, o novo medicamento terá consistência de creme, que deverá ser passado no pênis. O urologista alerta que vai ser preciso remover a substância antes do ato sexual, pois ela pode causar reações adversas na outra pessoa.

Menos efeitos colaterais

Usuários do novo medicamento poderão ter efeitos colaterais similares aos do Viagra, como problemas respiratórios e cardiovasculares. “Toda droga tem algum tipo de reação, mas nesse caso, como é concentrado no pênis, a chance de toxicidade é menor”, ressaltou o urologista.

Dor de cabeça, rubor e congestão nasal, outros efeitos do citrato de sildenafila, não foram registrados no uso da toxina. O pesquisador alerta, no entanto, que o resultado pode variar quando a substância for testada em humanos.

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