Por joyce.caetano

Kiev -  O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, se reuniu com líderes oposicionistas ucranianos em seu acampamento de protesto em Kiev nesta quarta-feira, esnobando o presidente do país, Viktor Yanukovich, que desencadeou grandes manifestações ao rejeitar um acordo com a União Europeia e buscar relações mais estreitas com a Rússia.

Enquanto os manifestantes favoráveis à integração com a UE lotavam a praça principal, a crise causava um novo impacto na frágil economia da Ucrânia, com o banco central forçado a sustentar a moeda e o custo do seguro da dívida do país contra um calote subindo ainda mais.

Os Estados Unidos apoiaram o direito dos ucranianos de decidirem seu futuro, mas a Rússia criticou o que definiu como ações agressivas dos manifestantes e afirmou que pessoas de fora não deveriam interferir.

A tensão era elevada na capital quando os manifestantes entraram em confronto com fileiras de policiais da força antidistúrbios diante dos principais órgãos da Presidência, e o primeiro-ministro, Mykola Azarov, acusava a oposição de tentar provocar violência.

Autoridades ucranianas foram a Moscou em busca de ajuda para evitar uma derrocada financeira, enquanto Yanukovich estava na China, também em busca de auxílio econômico.

A Ucrânia enfrenta imensos problemas para financiar um déficit em conta-corrente, e sua necessidade de fundos externos é estimada em 17 bilhões de dólares para o próximo ano, para que consiga arcar com os pagamentos da dívida e o custo da importação de gás natural.

A decisão de Yanukovich de abandonar o acordo com a UE no último momento surpreendeu os líderes europeus, irritou os seus críticos no país e expôs a Ucrânia à pressão dos mercados financeiros.

O banco central da Ucrânia interveio outra vez no mercado para reforçar a moeda, a hryvnia, em meio a temores de que as reservas internacionais de 20 bilhões de dólares possam não ser suficientes para manter seu valor.

Você pode gostar