Por bferreira

Rio - O teste é simples, indolor e pode detectar doenças cardíacas em recém-nascidos. A boa notícia é que deverá ser incorporado no rol de procedimentos do SUS. Trata-se do Teste do Coraçãozinho (oximetria), que mede o oxigênio no sangue dos bebês e identifica alterações no órgão.

A inclusão do exame no sistema público foi pedido do deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB) ao Ministério da Saúde, em 2011. Ele afirma que a oximetria é um exame fácil de ser adquirido, de baixo custo, e que deve ser realizado até 48 horas após o nascimento. Se o resultado apontar baixo índice de oxigênio no sangue (menor do que 95%) ou se a diferença entre as taxas encontradas nos membros superior e inferior for maior do que três, a recomendação é realizar um ecocardiograma. A criança não deve receber alta até o diagnóstico preciso.

“É alto o número de óbitos em recém-nascidos por conta de doenças cardíacas não diagnosticadas após o parto, por isso esse exame é tão importante”, disse.

Um a cada mil recém-nascidos vivos apresentam cardiopatia congênita grave. Cerca de 30% deles recebem alta hospitalar sem o diagnóstico, o que pode levar à morte, antes mesmo do início do tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. De acordo com o órgão, nas primeiras horas de vida, muitas vezes, as doenças não apresentam sintomas e a asculta cardíaca pode não detectar o mal.

O Ministério da Saúde informou que a implantação do teste será pauta de reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), realizada hoje. Se o tema for aprovado, segue para consulta pública.

Você pode gostar