Por bianca.lobianco
Publicado 06/12/2013 13:38 | Atualizado 06/12/2013 14:57

África do Sul - A presidenta da Comissão da União Africana (UA), Nkosazana Dlamini Zuma, disse nesta sexta-feira que a África está desolada com a morte do líder Nelson Mandela, um "herói panafricano". Em nome da UA e do continente, a sul-africana Dlamini Zuma expressou pesar em comunicado pela morte de Mandela.

"Madiba [nome do clã de Mandela e pelo qual é conhecido carinhosamente na África do Sul] simboliza o espírito do panafricanismo e a solidariedade na luta da humanidade contra o apartheid, a opressão e o colonialismo. A sua morte é uma grande perda para a família, para o nosso continente e para a própria humanidade", disse Dlamini Zuma.

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Mandela comemorando seus 90 anosReprodução Internet

A representante da União Africana lembrou que, em 1963, antes de Mandela ser preso por 27 anos, ele visitou diversos países africanos que apoiaram a luta do líder sul-africano.

"Neste triste momento de dor, os nossos corações e pensamentos estão com a viúva, Graça Machel, a ex-mulher Winnie Madikizela-Mandela, filhos, netos e bisnetos e os povos da África do Sul e da África. Sentiremos sempre a falta de Tata (pai, no idioma zulu) Madiba Mandela", disse.

De acordo com ela, as bandeiras dos países-membros da UA ficarão a meio mastro pela morte de Mandela e um livro de condolências ficará aberto na sede da organização, na capital da Etiópia, Addis Abeba. A Comissão da UA vai criar um memorial em sua página na Internet para que os africanos possam enviar mensagens e condolências.

Morte em decorrência de infecção pulmonar

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada pelo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em uma transmissão televisiva. Sua morte foi em decorrência de uma infecção pulmonar."A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento o presidente do país Jacob Zuma. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial). 

O líder sul-africano esteve internado desde o dia 8 de junho em um hospital na África do Sul. Desde dezembro passado, ele foi internado em quatro ocasiões, vítima das infecções pulmonares que sofre há anos, provavelmente devido às sequelas da tuberculose contraída na prisão da ilha de Robben, onde passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid.

Segundo a "CBS", o fígado e os rins de Mandela tinham apenas 50% de funcionamento e o ex-presidente "não respondia" e "não abria os olhos". Em seguida, a presidência sul-africana comunicou que o estado de Mandela era "grave mas estável". Em Pretória, diante do Mediclinic Heart Hospital, onde Mandela esteve internado, várias pessoas depositavam mensagens, balões e flores



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