Greenpeace diz que Rússia não vai permitir saída de ativistas do país

Advogados do Greenpeace esperam que todos os representados não-russos sejam tratados da mesma maneira pelas autoridades, diz comunicado

Por O Dia

Rússia - Investigadores russos deram indicações de que os ativistas indiciados por um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico não poderão deixar a Rússia, o que significa que passarão o Natal longe de casa, apesar de uma decisão em contrário emitida por uma corte internacional, disse o Greenpeace nesta sexta-feira.

Vinte e seis estrangeiros de 17 países, incluindo a brasileira Ana Paula Maciel, estão entre as 30 pessoas que foram presas no navio Arctic Sunrise após um protesto no qual ambientalistas tentaram escalar uma plataforma de petróleo russa no Ártico.

Eles podem ser condenados a até 7 anos de prisão pela acusação de vandalismo, mas foram liberados sob fiança no mês passado por tribunais de São Petersburgo e esperavam conseguir retornar aos seus países antes dos julgamentos ou de outras ações tomadas pelos investigadores que demandem sua presença.

Mas em uma carta para um dos ativistas, a comissão federal de investigação russa rejeitou um pedido para que solicitasse vistos para a saída dos não-russos, disse o Greenpeace.

A comissão "escreveu para um dos 30 -Anne Mie Jensen, da Dinamarca- indicando que eles não estão livres para deixar o país", diz o grupo ambientalista sediado na Holanda em comunicado.

"Advogados do Greenpeace esperam que todos os representados não-russos sejam tratados da mesma maneira pelas autoridades, o que significa que serão forçados a ficar em São Petersburgo para o Natal e possivelmente bem além disso", diz o comunicado.

A comissão de investigação não quis comentar no momento.

O tribunal marítimo da ONU decidiu em 22 de novembro que o navio do Greenpeace e sua tripulação tivessem permissão para deixar a Rússia, mas Moscou se negou a participar do julgamento ocorrido na Holanda e sugeriu que contestaria a decisão.

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