Por julia.amin

Reino Unido - O "pai da computação moderna" recebeu, nesta terça-feira, o póstumo perdão real britânico. Alan Turing foi condenado em 1952 por “atentado contra a moral pública”, após assumir ser homossexual.

O perdão da rainha Elizabeth II ocorreu após o pedido do secretário da Justiça Chris Grayling. A condenação por sua homossexualidade foi uma sentença que hoje nós consideramos injusta, discriminatória e que deve ser repelida. O perdão da rainha é um tributo a um homem excepcional”, disse ele.

Alan Turing Reprodução Internet

O perdão, no entanto, demorou para sair. Em 2009, o então primeiro-ministro, Gordon Brown, pediu desculpas póstumas. Já em 2011, 23 mil pessoas assinaram uma petição online para que o matemático fosse perdoado. O ministério da Justiça do governo de David Cameron afirmou que não podia perdoar "o que foi devidamente condenado pelo que então era considerado um delito.".

Turing foi castrado quimicamente e obrigado a tomar hormônios femininos quando o governo descobriu que ele morava junto com um jovem chamado Arnold Murray. O matemático colaborou para a quebra do código do Enigma, máquina usada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Com a ajuda dele foram decifradas mais de três mil mensagens alemãs por dia, mas mesmo assim não conseguiu escapar da Justiça. A homossexualidade foi considerada crime no Reino Unido até 1967.

Em 1954, Turing foi encontrado morto em seu laboratório. Ele foi vítima de envenenamento por cianeto. Segundo estudiosos, ele foi intoxicado devido à quantidade de remédios que tomava para cumprir a pena.

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