Por bferreira

Rio - Para definir qual será o público que receberá vacina contra a dengue gratuitamente nos postos de saúde, o Ministério da Saúde vai iniciar uma ampla pesquisa. Dividido em três partes, o estudo incluirá a coleta de sangue de brasileiros em 63 cidades, distribuídas pelas cinco regiões do país.

Haverá três tipos de levantamento. Um deles, o ‘soroepidemiológico’, vai medir o grau de imunidade da população à infecção pelos tipos de vírus da dengue. Para isso, serão coletadas cerca de mil amostras de sangue por cidade, em pessoas de 1 a 20 anos. Já o sangue de pessoas das demais faixas etárias vem sendo coletado na Pesquisa Nacional de Saúde.

Já a análise de imunidade celular será realizada em pessoas que já tenham sido infectadas pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 da dengue. O objetivo é avaliar como o organismo dessas pessoas reage à doença e quais as chances de desenvolvimento dos casos graves da dengue.

A terceira seção do estudo revisará artigos científicos sobre a doença. Serão analisadas informações como ocorrência e o perfil da transmissão da dengue no país, grupos etários mais vulneráveis, taxa de letalidade e os sorotipos circulantes.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan (SP), a vacina brasileira contra a dengue já está em fase de testes em humanos. A expectativa é que, com apenas uma dose, a imunização contra os quatro sorotipos seja feita. A previsão é que o produto esteja disponível em 2019.

O estudo é feito por técnicos do Ministério da Saúde, da Anvisa, além de especialistas de universidades. O resultado vai ajudar o governo na definição das áreas e grupos etários que irão receber a vacina. Somente no estudo, estão sendo investidos R$ 5,3 milhões. Os resultados serão divulgados em dois anos.

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