Tailândia descarta golpe militar para controlar tumultos no país

País passa por crise política desde outubro do ano passado

Por O Dia

Tailândia - A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawtra, descartou nesta terça-feira a possibilidade de um golpe militar no país para controlar os tumultos no país devido à convocação de eleições, marcadas para o dia 2 de fevereiro. De acordo com ela, o Exército entende as repercussões de longo prazo de um possível golpe. Yingluck disse que a melhor solução é a negociação.

Nesse domingo, milhares de manifestantes marcharam pelas ruas da capital tailandesa, Bangcoc, para pedir a demissão do governo interino da primeira-ministra e o cancelamento das eleições do próximo mês.

Segundo o secretário-geral da premiê, Suranand Vejjajiva, Yingluck e a cúpula militar mantêm contato regular e confiança mútua. Para ele, os militares não considerariam articular um golpe. O chefe do Exército, Prayuth Chan-ocha, pediu nesta terça-feira que não haja violência na mobilização convocada para segunda-feira (13), com greve e bloqueio de vias da capital, Bangcoc.

De acordo com Vejjajiva, o governo será responsabilizado caso haja violência. A primeira-ministra pede que o governo insista na prevenção de confrontos entre forças de segurança e a população e que armas não sejam permitidas onde ocorrerão os protestos.

A expectativa é que a greve e os bloqueios causem danos à economia tailandesa. Segundo o ex-ministro de Energia e atual membro da equipe econômica do partido Pheu Thai, Pichai Naripthaphan, foram cancelados pelo menos 60 voos internacionais programados para Bancoc na segunda-feira. Ele disse que diversos investidores estrangeiros estão realocando suas bases em países vizinhos.

A Tailândia passa por uma crise desde outubro do ano passado, com milhares de pessoas protestando nas ruas e exigindo a demissão da atual chefe de governo. Os manifestantes acusam o Executivo de corrupção e manipulação pelo irmão da primeira-ministra, o ex-premiê Thaksin Shinawatra, exilado em Dubai, nos Emirados Árabes. Os protestos iniciados em outubro se intensificaram em novembro com a ocupação de vários ministérios. Cinquenta países manifestaram preocupação em relação à situação no país e pediram que a crise seja solucionada de forma democrática.


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