Por thiago.antunes

Rio - Procedimento aprovado nesta quarta-feira pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) promete transformar a vida de homens que atualmente sofrem com o problema de próstata aumentada (hiperplasia prostática benigna). A doença, que progride com a idade, atinge, hoje, cerca de 25% dos homens com 50 anos, e 50% da população masculina aos 80.

A embolia prostática é uma intervenção considerada minimamente invasiva, e com rápida recuperação. A anestesia é local, e o paciente fica liberado para deixar o hospital no mesmo dia.
Alberto Antunes, chefe do setor de próstata do Hospital das Clínicas, onde vêm sendo aplicado o procedimento em regime experimental, ressalta os benefícios da simplicidade da técnica.

“Os homens, em geral, resistem à cirurgia. Por isso, uma opção que dispense a internação acaba diminuindo o sofrimento físico e psicológico do homem maduro”, explica. O especialista acredita que, com essa alternativa, os pacientes passarão a procurar mais cedo os seus médicos. “Assim, poderemos tratar da doença enfocando seu aspecto preventivo”, disse ele, que garante a eficácia e a segurança do método.

Entre os cem atendidos pelo centro de referência em São Paulo, nenhum apresentou, após o procedimento, incontinência urinária, impotência ou ejaculação a seco — quando o sêmen retorna para a cavidade da bexiga. E cerca de 90% dos pacientes se declararam satisfeitos com os resultados.

É ou não é uma doença?

A hiperplasia prostática benigna é uma doença de múltiplas causas que afeta somente homens e causa o aumento da glândula da próstata. Sua dilatação comprime a bexiga, e dá origem aos sintomas: aumento da frequência e urgência de urinar, e jato urinário fraco. A intensidade e incidência pode variar de acordo com o caso.

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