Justiça da França proíbe shows de humorista acusado de racismo

Dieudonné está proibido de sair pelo país após ter negado o recurso contra sete condenações por piadas antissemitas

Por O Dia

Paris (França) - O Tribunal Administrativo de Orleans, França, ratificou nesta sexta-feira a proibição do proibição do espetáculo "Le Mur", do polêmico humorista Dieudonné, 47 anos, marcado para esta sexta-feira na cidade de Tours. A turnê de Dieudonné foi determinada pelo Conselho de Estado francês, máxima instância administrativa do país, porque o humorista é acusado de antissemitismo e racismo.

A turnê de Dieudonné estava prevista para percorrer 22 cidades da França. O tribunal deve se procunciar também sobre o espetáculo previsto para sábado e proibido pela Prefeitura de Orleans.

O comediante Dieudonné se tornou alvo das autoridades por suas reiteradas brincadeiras antissemitas, que lhe renderam sete condenações por racismo. O polêmico humorista havia recorrido ao tribunal no intuito de continuar a turnê, iniciada em Nantes, alegando que a proibição cerceava sua liberdade de expressão.

O ministro do Interior Manuel Valls que considera que os ataques à dignidade das pessoas constituem um problema de ordem pública e que evitá-los deve prevalecer sobre o direito à liberdade de expressão. O Conselho de Estado francês seguiu a opinião do ministro do Interior.

Valls tinha ordenado no início da semana aos delegados do Governo da França que impedissem em suas jurisdições as atuações de Dieudonné, de 47 anos, que devia iniciar nesta quinta-feira uma turnê por 22 cidades francesas com seu espetáculo "Le Mur", que já estreou em Paris.

A decisão ficou conhecida quando já estavam reunidos aos arredores da sala vários seguidores do artista, aos quais Dieudonné pediu calma através de sua página no Facebook. "Buscam o enfrentamento físico, portanto voltem para suas casas cantando o hino nacional da França", escreveu Dieudonné, que disse que nesta sexta-feira publicará um vídeo em seu canal no YouTube.

Cerca de 52% dos franceses se manifestaram a favor da proibição dos espetáculos do comediante, embora 64% acreditem que não é uma medida eficaz para lutar contra o antissemitismo, segundo uma pesquisa elaborada entre 7 e 8 de janeiro pela internet pelo instituto sociológico CSA para o site conservador "Atlantico.fr".

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