Por tamara.coimbra
Egito - Uma explosão aconteceu nesta terça-feira perto de um tribunal no bairro de Imbaba no Cairo, a capital do Egito, sem causar vítimas, pouco antes do início do referendo sobre a nova Constituição.
Segundo um comunicado do Ministério do Interior, os especialistas na desativação de explosivos trabalham no local para determinar se a detonação foi causada por uma bomba. A explosão aconteceu próxima da Corte do Norte de Gizé, cuja fachada sofreu danos materiais, assim como outras casas e veículos nos arredores.
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Após a detonação, dezenas de pessoas se reuniram no local para rejeitar o ocorrido e protestar contra a Irmandade Muçulmana, que convocou um boicote ao referendo e foi declarada como "grupo terrorista" pelo governo em dezembro.
Nos últimos meses, os atentados terroristas aumentaram no Egito, principalmente contra as forças de segurança, por isso as autoridades mobilizaram cerca de 160 mil militares para garantir a segurança durante a votação.
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O referendo acontece entre esta terça e quarta-feira com o objetivo de assinar a Carta Magna, que substituirá a aprovada pelos islamitas em 2012 e que foi suspensa pelos militares em julho, após o impeachment do presidente Mohammed Mursi.

Mais de 52,7 milhões de egípcios estão aptos a votar entre esta terça e quarta-feira em 30.337 colégios eleitorais. Espera-se que a Constituição seja aprovada com folga devido à baixa adesão ao "não" e ao boicote dos principais opositores do texto.

Egípcios votam no referendo sobre a ConstituiçãoEfe


Votação tem início no Egito
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As zonas eleitorais abriram suas portas no Egito para que os cidadãos votem no referendo sobre a Constituição, consulta boicotada pela Irmandade Muçulmana e seus aliados islamitas.
Mais de 52,7 milhões de egípcios foram convocados para opinar se aprovam ou não o novo texto da Carta Magna nesta terça e quarta-feira, das 9h locais (5h de Brasília) até as 21h locais (17h de Brasília), em 30.337 zonas eleitorais.
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Alguns dos principais dirigentes do país, como o presidente interino, Adly Mansour; o primeiro-ministro, Hazem el Beblaui, e o chefe da diplomacia, Nabil Fahmi, já depositaram seu voto, segundo imagens mostradas pela televisão estatal.
A nova Constituição substitui a aprovada pelos islamitas em 2012, que foi suspensa pelos militares em julho passado após a destituição do presidente Mohammed Mursi. Por meio da consulta, as autoridades buscam legitimar seu roteiro para o país, por isso fizeram forte campanha a favor do texto, que diminui o tom islamita da Constituição anterior e reforça o papel das Forças Armadas.
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Espera-se que a Constituição seja aprovada com folga devido a campanha fraca para o "não" e o boicote dos principais opositores ao texto.
O referendo faz parte do plano traçado pelos militares após a derrocada de Mursi e prevê também a realização de eleições presidenciais e parlamentares nos próximos meses.