Por fernanda.magalhaes
Buenos Aires (Argentina) - As altas temperaturas retornaram nesta quinta-feira à Argentina, que viverá nos próximos dias uma nova onda de calor com previsões de até 40 graus de máxima e mínimas de entre 23 e 25 graus para o fim de semana, segundo estimativas do Serviço Nacional de Meteorologia (SNM).
O alerta amarelo vale a partir desta quinta-feira na cidade de Buenos Aires e sua área urbana, embora o SNM tenha ressaltado que o forte calor afetará todo o centro e o norte do país, assim como a Patagônia, no sul argentino.

Esta será a terceira onda de calor que a Argentina vive desde a chegada do verão, mas não será tão extensa como as que o país sofreu em dezembro, quando as altas temperaturas castigaram boa parte do território durante nove dias consecutivos, registrando recordes históricos.

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Com a chegada do calor retornam também os temores da população perante possíveis novas falhas no fornecimento de energia, como as que afetaram no mês passado milhares de cidadãos, principalmente da capital argentina e sua área metropolitana.

Através das redes sociais, alguns moradores denunciaram nesta quarta-feira cortes de luz pontuais em vários bairros de Buenos Aires, como consequência do abrupto aumento do consumo de energia.

Argentinos se refrescam em fonte de águaReuters

A fim de evitar novos incidentes, a elétrica Edesur apresentou nesta quarta-feira ao governo um plano de contingência que contempla "um relevante aumento de recursos humanos e materiais, para minimizar potenciais inconvenientes".

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"Este plano está sendo compartilhado com o governo para atingirmos uma máxima coordenação", assegurou a empresa de distribuição de energia em comunicado.
Em dezembro, entre protestos e reivindicações dos usuários, o governo instou a Edesur e a Edenor a solucionar de maneira rápida e eficaz os problemas dos cidadãos sob ameaça de uma possível nacionalização.
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No último dia 10 de janeiro, o Executivo de Cristina Kirchner aumentou os controles sobre as empresas, que deverão informar diariamente sobre os cortes no fornecimento e aumentar a quantidade de pessoal dedicado aos consertos na rede.
Previamente, o governo lhes tinha retirado a gestão de fundos estatais para melhoras na rede elétrica, além de estabelecer compensações econômicas aos usuários, em conceito dos prejuízos ocasionados durante os blecautes.