Por fernanda.magalhaes
Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira um conjunto de reformas nos programas de inteligência do seu país. Segundo ele, as medidas vã limitar o poder de investigação da Agência de Segurança Nacional (NSA) e interromper a espionagem em países aliados.
Em discurso, o chefe de Estado tentou atenuar a repercussão internacional sobra as informações de que o governo americano espionou políticos e empresas em vários países e grampeou telefones de governantes, como a presidenta brasileira Dilma Rousseff, o francês Françoise Hollande e a alemã Angela Merkel. A espionagem foi desmascarada quando o ex-consultor da NSA Edward Snowden divulgou documentos oficiais.

Mas, ao se comprometer a não mais espionar, pelo menos os amigos, Obama deixou a entender que seu compromisso só vale se os interesses americanos não estiverem em jogo. “A menos que exista urgente propósito de segurança nacional, não vamos monitorar as comunicações de chefes de Estado e de governo entre nossos mais próximos amigos e aliados”, disse o presidente.

Discurso de Obama é uma tentativa de reduzir o mal-estar depois que escuta de aliados foi confirmadaReuters

Ele confirmou que a espionagem sobre governos inimigos vai continuar. E acrescentou que os Estados Unidos “não vão pedir desculpas” por seu sistema de inteligência ser mais eficiente.
As providências anunciadas preveem o fim do armazenamento de dados telefônicos, chamados de metadados. Obama deu um prazo de 60 dias ao secretário de Justiça, Eric Holder, para que seja apresentada uma alternativa de estocagem.

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A medida, no entanto, não prevê o fim da coleta de dados. Segundo o presidente americano, essa é uma ferramenta vital para rastrear os contatos dos suspeitos de terrorismo. Obama vai pedir ao Congresso que forme uma comissão externa de defensores da privacidade.
Vazamento de dados é criticado
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Barack Obama voltou a defender as atividades de espionagem de seu governo. Segundo ele, elas são fundamentais na prevenção de ataques terroristas, para proteger as tropas americanas e evitar crimes, inclusive virtuais.
Ele reiterou que a coleta de dados telefônicos não significa que o conteúdo das conversas seja vasculhado. O presidente também voltou a criticar o vazamento de informações. Segundo Obama, “vai levar anos” até que o país dimensione os efeitos, entre eles, a exposição de dados que ajudam a identificar os métodos de monitoramento usados pelos Estado Unidos.
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