Ataque com granadas contra manifestações em Bangcoc deixa 28 feridos

Manifestações pedem a renúncia do atual governo e o cancelamento das eleições de 2 de fevereiro

Por O Dia

Tailândia - Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas neste domingo em Bangcoc em outro ataque com granada contra as manifestações que pedem a renúncia do governo de Yingluck Shinawatra
e o cancelamento das eleições de 2 de fevereiro.

As versões das testemunhas sobre o ocorrido à tarde na rotunda do Monumento à Victoria são, até o momento, confusas.

De uma a seis pessoas se aproximaram do acampamento dos manifestantes no local e lançaram uma granada contra ele, que explodiu junto à tenda da imprensa onde uma jornalista tailandesa de
um jornal local descansava e ficou ferida.

Os agressores fugiram perseguidos pelos guardas de segurança dos manifestantes e lançaram outra granada para deter os perseguidores antes de fugir de moto.

Taworn Senneam, ex-deputado do Partido Democrata e líder dos manifestantes no Monumento à Victoria, declarou à imprensa no local que acredita que queriam matá-lo porque a primeira granada foi
jogada onde estava sentado.

Segundo o pronto-socorro Erawan, 13 feridos foram internados no hospital de Ratchawithi; nove, no de Ramathibodi; quatro, no do rei Chulalongkorn; e os outros dois em Phra Mongkut.

A jornalista tailandesa está hospitalizada em Ratchawithi, de acordo com o jornal "Bangcoc Post".

O ataque de hoje acontece após outro atentado similar na sexta-feira em outra rua de Bangcoc e que causou 36 feridos, um dos quais, um manifestante, morreu na madrugada seguinte.

O secretário-geral do Conselho Nacional de Segurança, Paradorn Pattanatabut, disse neste domingo que preveem um aumento dos atos violentos relacionados com os protestos durante os próximos dias.

Nove pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas desde que a mobilização antigoverno começou a ocupar ministérios, em 25 de novembro.

Paradorn explicou que os manifestantes devem ficar mais ativos à medida que se aproximam as eleições legislativas de 2 de fevereiro, que tentam boicotar.

Nas condições atuais, segundo o opositor, Yingluck Shinawatra, que concorre no partido de seu irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deve ser reeleita.


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