Melhor mesmo é não ser normal

Todas as pessoas apresentam pelo menos um dos oito traços de personalidade descritos pelo psiquiatra americano Dale Archer. Evitá-los nem sempre é uma boa ideia

Por O Dia

Um dos exemplos do livro são os traços ligados à timidez%2C como o gosto pelas atividades solitárias%2C como a leituraArte O Dia

Rio - Doutor, percebo que sou agitado e ansioso, mas situações específicas me deixam desanimado. Tenho algum transtorno? Preciso de remédio para me controlar? Pode surpreender, mas a resposta para as duas perguntas é: não! Aprender a lidar com a própria personalidade e aproveitar traços considerados ‘anormais’ são o tema do livro ‘Quem disse que é bom ser normal?’, do psiquiatra americano Dale Archer.

“A característica que às vezes parece um fardo talvez seja nosso maior tesouro. O que vemos como fraqueza pode ser um ponto forte”, escreve o especialista. Para ele, quando tentamos nos enquadrar no que chamamos de ‘normal’, perdemos uma fonte de força e singularidade, que é a base da nossa grandeza pessoal.

O psiquiatra definiu oito traços da personalidade humana que, na maioria dos casos, não sãoproblema algum (veja ao lado). Segundo ele, a ‘caixa da normalidade’ está cada vez menor — e a culpa seria o excesso de diagnósticos de doenças mentais.

Daniel Barros, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), concorda que características inerentes ao ser humano, como timidez e ansiedade, estão assumindo um caráter patológico. Para ele, muitas pessoas classificam como ‘doença’ traços que não são. “Às vezes é mais fácil se taxar de doente a ter que enfrentar a vida com determinada característica pessoal”, aponta.

Ele lembra que o transtorno mental só pode ser diagnosticado quando certo traço da personalidade leva prejuízos à vida da pessoa. “É o caso, por exemplo, da timidez que faz a pessoa perder sucessivas oportunidades profissionais.”

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