Obama comenta sobre a desigualdade social em discurso do Estado da União

Presidente norte-americano anuncia decreto executivo que aumenta o mínimo a US$ 10,10 por hora e exige do Congresso aumento federal a todos os trabalhadores

Por O Dia

Estados Unidos - Em discurso no início dessa quarta-feira, o presidente norte-americano Barack Obama se mostrou otimista em relação ao panorama atual da economia do país. "Pela primeira vez, em 10 anos, líderes declaram que a China não é mais a nação para se investir, mas sim os Estados Unidos". O democrata reforçou a importância do investimento na força de trabalho da classe média. "Muitos cidadãos estão trabalhando muito, para apenas sobreviver, enquanto há outros que não conseguem um emprego".

Parte dos americanos depende atualmente de um programa de cupons do governo para comprar alimentos. Para o presidente, o país deve focar na criação de novos postos de trabalho, e no sucesso advindo do esforço próprio, o que levaria à melhor qualidade de vida da família e, consequentemente, de suas futuras gerações. "Oportunidade é o que somos".

Em decreto executivo, anunciou o aumento do salário mínimo para US$ 10,10, por hora, para novos contratos de prestadores de serviços federais e cobrou do Congresso a elevação para todos. Apoiou também a redução de taxas para empresas pequenas que investem em alta tecnologia.

"Quem investe em inovação hoje terá domínio da economia amanhã". Prometeu negociar com líderes de grandes empresas mais oportunidades a desempregados que buscam requalificação no mercado, além de ser favorável ao investimento na especialização da mão de obra.

Barack Obama pronuncia seu discurso anual sobre o Estado da UniãoEfe


O presidente defendeu uma estratégia de energia que favoreça a utilização de gás natural em maior escala, e o aumento da implantação da solar, ambas em detrimento da petrolífera, por motivos a longo prazo econômicos e de sáude pública. "Não podemos ter outros quarenta e poucos votos para impedir uma lei que já ajuda milhões de americanos", afimou, em relação à oposição republicana sobre a sua política de saúde pública.

Fez apelo a empresas para que cubram, por exemplo, mais crianças pelos planos de seus familiares e lembrou como, atualmente, atendimento a nenhum norte-americano pode ser omitido por doenças preexistentes, como asma, ou câncer.

Obama pediu a união de democratas e republicanos para encarar "o falho sistema de imigração" e realizar uma reforma no atual, enxergando a possibilidade de imigrantes tornarem o mercado de trabalho estadunidense mais próspero, e não mais acirrado. "Imigrantes que veem os EUA como local para trabalho acabam gerando novos empregos para os próprios americanos".

Dedicou parte do discuro à força trabalhadora feminina. "O Congresso, a Casa Branca e Wall Street devem se unir em apoio às mulheres trabalhadoras; quando uma mulher tem sucesso, o país tem sucesso". Os Estados Unidos têm, atualmente, uma expressiva quantidade de mulheres que trabalham, muitas vezes, em mais de um emprego e que recebem salário inferior ao dos homens.

Ao pedir aumento do salário a corporações, critica a necessidade que um enorme número de cidadãos tem, de se submeter a cargas horárias demasiadamente extensas de trabalho para conseguir "fechar as contas".

Em seguida citou as relações diplomáticas internacionais, apoiando um Afeganistão unificado, o fechamento de Guantánamo, a posição contra um regime ditatorial na Síria e as negociações feitas para que o Irã não desenvolva armas atômicas.

Por fim, reconheceu a nação norte-americana como referência mundial e a democracia não sendo "um caminho fácil". "Se dermos junto o nosso melhor, eu sei que está ao nosso alcance. Acreditem."

Presidente cobra fechamento de Guantánamo para 2014

Estados Unidos - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse na terça-feira que 2014 deve ser o ano para fechar finalmente a prisão dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, à medida que o país reduz seu papel militar no Afeganistão e se afasta do "permanente pé de guerra".

Em seu discurso anual do Estado da União, Obama renovou a antiga promessa, que remonta ao início de sua Presidência há cinco anos, de fechar a prisão na base naval dos EUA em Cuba, que é alvo de condenação internacional. Obama pediu ao Congresso que tome medidas para ajudá-lo a fechar Guantánamo.

"Este precisa ser o ano para o Congresso retirar as restrições remanescentes sobre transferências de detentos e para fecharmos a prisão de Guantánamo", disse Obama. "Porque nós combatemos o terrorismo não apenas através da inteligência e da ação militar, mas permanecendo fiéis aos nossos ideais constitucionais e dando um exemplo para o resto do mundo."

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