Por tamara.coimbra

Estados Unidos - O ator Philip Seymour Hoffman, que morreu no domingo aparentemente vítima de uma overdose, acrescentou seu nome à extensa lista de estrelas do cinema americano mortas por abusar das drogas. Hoffman, de 46 anos, foi encontrado sem vida no banheiro de seu apartamento de Manhattan, com uma seringa no braço e restos de heroína ao seu redor, segundo disse fontes da Polícia a vários meios de imprensa locais.

Philip Seymour Hoffman com o Oscar pelo trabalho no filme 'Capote'%2C em 2006Reuters


O corpo foi encontrado cerca das 11h30 (horário local), informou o "Wall Street Journal". Ele já teve problemas de dependência no passado e teve uma recaída há pouco mais de um ano. Hoffman lutava contra o vício em drogas e ficou internado em uma clínica de reabilitação no ano passado por dependência de heroína, segundo entrevista dada ao site "TMZ".

"Estamos investigando uma possível overdose neste local", disse uma fonte policial à agência France Presse. O corpo foi retirado do apartamento na noite deste domingo e a necrópsia deve acontecer nesta segunda-feira.

De acordo com o site da emissora Fox News, uma fonte da polícia disse que existe a possibilidade de Hoffman ter recebido um tipo mais potente de heroína, que contém o analgésico fentanil, opiáceo utilizado para aliviar a dor de pacientes com câncer. Segundo a Fox News, a combinação foi responsável pela morte de vários usuários nas últimas duas semanas.

Com 23 anos de carreira, Philip Seymour Hoffman, oriundo de Fairport, no estado de Nova York, ficou famoso nos anos 1990 e se tornou um dos principais atores de sua geração. Ele costumava fazer papéis secundários bastante excêntricos e, às vezes, impiedosos em longas como "Boogie Nights: Prazer Sem Limites" (1997) e "Magnólia" (1999). Hoffman era casado com a estilista Mimi O'Donnell, com quem tinha três filhos: Tallulah, 7, Willa, 5, e Cooper, 10.

O ganhador de um Oscar como protagonista de "Capote" se soma assim a outros atores famosos de Hollywood cujas vidas terminaram em circunstâncias parecidas. Talvez o nome mais conhecido associado a uma morte por abuso de entorpecentes é o da atriz Marilyn Monroe, morta por uma overdose de barbitúricos em Los Angeles em 1962.

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