Por tamara.coimbra

Tailândia - A oposição na Tailândia voltou às ruas nesta segunda-feira para manifestações contra o governo, um dia depois de boicotar as eleições gerais no país, realizadas no domingo. Na ocasião, vários colégios eleitorais na capital tailandesa, Bangcoc, foram bloqueados. Os opositores declaram que as eleições devem manter os grupos governistas no poder e pedem que seja instaurado um conselho popular - que é descartado pelo governo por ser considerado antidemocrático.

O líder dos protestos, Suthep Thaugsuban, reorganizou seus seguidores nesta segunda e disse que se prepara para uma crise que durará meses. "Temos que continuar na luta. Cremos que o governo não fará mais uso de violência contra os manifestantes. Não queremos mais feridos", disse.

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Ao menos dez pessoas morreram e cerca de 600 ficaram feridas desde que os manifestantes começaram a ocupar ministérios e prédios públicos no país em protesto contra o governo, no final de novembro de 2013. Thaugsuban considerou uma "vitória da mobilização popular", o boicote ao pleito de ontem, que acabou provocando o cancelamento total ou parcial das eleições em 18 províncias do Sul do país e em cinco distritos da capital.

Desde o final do ano passado, a Tailândia passa por uma crise gerada pela insatisfação de uma oposição contrária à primeira-ministra interina, Yingluck Shinawatra, acusada de governar sob influência do irmão, o ex-premiê, Thaskin Shinawatra - em exílio para escapar de penas por fraude e corrupção impostas pela Justiça. Desde então, foram convocadas eleições e a premiê havia dito que não sairia do poder de outra forma.

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