Por fernanda.magalhaes

França - A atriz Julie Gayet abriu um processo contra a revista "Closer", que revelou seu suposto caso com o presidente francês, François Hollande, e contra a que já havia denunciado pela via civil, informa nesta terça-feira o jornal francês "Le Monde".

A segunda denúncia, também apresentada no tribunal de Nanterre, nos arredores de Paris, se refere a fotos publicadas pela revista em 17 de janeiro passado, uma semana após lançar luz sobre o suposto caso.

Capa da 'Closer' que revelou o suposto romance entre o presidente francês e a atriz Julie GayetDivulgação

Nelas, Gayet aparece em seu carro, um "local privado" segundo seus advogados, e o "Le Monde" assegura que há jurisprudência que endossa a informação.

O Código Penal francês pune com até um ano de prisão e 45 mil euros de multa os atentados contra a intimidade de quem "está em um local privado".

A denúncia penal se soma ao âmbito civil apresentada por Gayet contra a "Closer" pela publicação das primeiras fotos que revelavam seu suposto romance com Hollande, da qual haverá uma audiência em 6 de março.

Nessas imagens, publicadas em 10 de janeiro, a atriz e o presidente apareciam separadamente e em frente ao imóvel onde supostamente se encontravam, junto ao Palácio do Eliseu.

O Código Civil francês protege o "direito ao respeito da vida privada", por isso os advogados de Gayet reivindicam à "Closer" 50 mil euros por danos morais e prejuízos e outros 4 mil por despesas judiciais.

A atriz já havia apresentado uma denúncia em março de 2013 para tentar identificar os autores dos rumores sobre seu romance com o presidente, mas a Procuradoria de Paris fechou a investigação sem encontrar evidências.

Hollande, por sua vez, expressou sua "indignação total" pela publicação das fotos na "Closer" mas renunciou a ações judiciais pois sua condição de chefe do Estado, protegido pela imunidade, o coloca em uma situação de superioridade.


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