Por tamyres.matos

Rio - O Estado do Rio apresenta a maior taxa de mortalidade por câncer de mama do país: são 15,7 óbitos a cada 100 mil habitantes. Por outro lado, o percentual de mamógrafos em funcionamento no Rio supera a média nacional. Enquanto no país 80% dos aparelhos estão em uso, no estado são 97%.

Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira, Dia Nacional da Mamografia, pela Sociedade Brasileira de Mamografia (SBM). A coordenadora do Serviço de Mamografia do Rio Imagem, Maria Luiza Marsillac, afirma que, na unidade, a maioria dos diagnósticos de câncer é feito em estágio avançado. “Há atraso entre o início dos sintomas e o exame. Se fosse de rotina, o câncer seria detectado em estágio inicial com maior chance de cura”.

Exame precisa ser feito todo ano a partir dos 40 anos de idadeiStockphoto

De acordo com Ruffo Freitas Junior, presidente da SBM, apesar de alto, o índice de mortalidade caiu. Em 1995, eram 18,5 mortes a cada 100 mil habitantes. Ruffo alerta, porém, que a queda da mortalidade é maior na capital do que nos demais municípios. “No Rio, a mortalidade é alta também devido ao grande número de casos”, avalia.

Segundo ele, o Estado do Rio tem cobertura de 70% de mamografia, porém apenas 15% são pelo SUS. “É preciso trocar aparelhos com mais de 15 anos, melhorar a qualidade do exame e otimizar a capacidade de execução de exames”.

Exame bilateral, só aos 50

O Conselho Federal de Medicina e outras entidades condenaram ontem portaria do Ministério da Saúde que estipula o pagamento de mamografias apenas a mulheres entre 50 e 69 anos. O recomendado é que o exame seja feito a partir dos 40, mas o governo informou que só repassará aos municípios valor correspondente ao teste para um dos seios para a faixa etária abaixo dos 50.

Os municípios terão que pagar para fazer o bilateral. Em nota, o ministério disse que a portaria prevê que mulheres entre 50 e 69 são público prioritário.

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