Avião pousa na Turquia após ameaça de bomba e tentativa de sequestro para Sochi

Autoridades tentam convencer passageiro que queria ir para sede de Olimpíadas de Inverno, na Rússia, a se render

Por O Dia

Ucrânia - Um passageiro a bordo de um voo que ia para Istambul alegou que tinha uma bomba a bordo e tentou sequestrar o avião para Sochi, na Rússia, onde ocorrem as Olimpíadas de Inverno, disse uma autoridade.

A aeronave que decolou de Kharkov, Ucrânia, pousou de forma segura no aeroporto de Sabiha Gokcen, em Istambul, mas os 110 passageiros ainda estão a bordo e as autoridades tentam convencer o sequestrador a se render, disse o subsecretário do Ministério dos Transportes, Habib Soluk, à televisão privada NTV nesta sexta-feira. A rede de televisão disse que o homem foi dominado, mas ainda não há confirmação oficial dessa informação.

Segundo Soluk, o homem levantou de seu assento, gritou que havia uma bomba a bordo e tentou entrar na cabine trancada do piloto. O aeroporto foi posto em alerta alto depois que o piloto sinalizou que havia uma tentativa de sequestro.

A Companhia Aérea Pegasus confirmou em uma breve nota que havia uma "ameaça de bomba" a bordo do voo de Kharkov.

Avião da Pegasus Airlines vindo da cidade ucraniana de Kharkov na pista do aeroporto Sabiha Gokcen%2C em IstambulReuters

Com cerca de 100 mil policiais, agentes de segurança e militares inundando Sochi, a Rússia prometeu garantir "os Jogos Olímpicos mais seguros da história". Mas temores de terrorismo alimentados por recentes ataques suicidas deixaram atletas, espectadores e autoridades em todo o mundo em alerta para ameaças em potencial.

Alguns especialistas em segurança alertam que militantes no Cáucaso, que ameaçaram atrapalhar os Jogos de Inverno que vão de 7 a 23 de fevereiro, podiam atingir seu objetivo ao escolher alvos menos visados longe de locais olímpicos ou mesmo fora de Sochi.

Os ataques de dezembro contra uma estação de trem e um ônibus em Volgograd, a cerca de 640 km a leste de Sochi, deixaram 34 mortos e mostraram a habilidade dos militantes de lançar ataques com facilidade chocante. Um grupo jihadista no Dagestão, epicentro da rebelião islâmica contra a Rússia que engoliu o Cáucaso, reivindicou responsabilidade pelos ataques de Volgograd e ameaçou atacar Sochi.


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